• Da Redação.

// Último dia da exposição Popularismos

Encerra-se nesta quinta-feira (15) a exposição “Popularismos” em exibição na Galeria Myralda, localizada anexa à Casa da Cultura Francisco Timóteo Pereira, orla da Lagoa Paulino. Com entrada gratuita, o último dia de visitas acontece das 12h15 às 17h45.



Uma das peças em exibição na exposição “Popularismos”. | Foto: Divulgação.



A mostra eleva artistas jovens e veteranos a um patamar de autoestima, além de resgatar talentos que durante muito tempo não reapareciam no cenário artístico da cidade, como o caso do artista Paulo Horta, expondo belíssimos objetos de decoração e louvor, evocando a sagrada figura do divino.


Também está presente na mostra a cultura de raízes, representada pela histórica Caravana de Reis “Irmandade Recarema”, expondo objetos de uso em festejos tradicionais tais como: Bandeira de adoração, suas vestes e as peculiares máscaras dos reis magos, com foco na preservação do patrimônio material e sua identidade imaterial.


O riquíssimo artesanato mineiro é outro alvo da “Popularíssimo”, reunindo produtos de artesãos de BH, Sete Lagoas, Bocaiuva e Lagoa Santa. Artesanato esse comprometido em estampar elementos das suas regiões, resgatando e preservando a história mineira.


A vocação da arte sete-lagoana é para o diálogo e abertura a um comprometimento cultural que agiliza o protagonismo efetivo da cidade, em Minas e no Brasil, desde que a cidade compreenda isso como meio político de ação cultural. Por meio dessa exposição é possível ver artistas como Tânia Carlos de frente com Ângela Rosa, uma das mais expressivas artistas na categoria “primitivo” de BH, e de mãos dadas com Erlei Pereira (naïf), um artista emergente que impunemente veio para ficar.


Tânia Carlos é natural da cidade de Januária e é considerada uma artista versátil o suficiente para roteirizar, produzir e titerear fantoches e marionetes, além dela mesma produzir fábulas e atuar na literatura da mesma forma como também leciona. Daí a sua importância na tradição oral é ilibada. A mostra apresenta ainda os artistas: Lena Eva, Alexandre Alves, Eduardo Machado, Rangel de Carvalho e Denise Lelis.


Lena Eva é especialista em papietagem e assume oficinas afins por vários estados brasileiros. Já Alexandre Alves possui sensibilidade em compor cenas do folclore nacional e afirmando seu potencial adaptativo. Eduardo Machado é arquiteto e exibe sua versatilidade temática para essa mostra, expondo cenas do cotidiano junino e pescarias como pano de fundo para os famosos e populares causos de pescadores. Quanto ao artista Rangel de Carvalho, esse é graduado em cinema pela UFMG e exibe sua objetiva fotográfica sensível à cena cultural da cidade do Serro e próximo às raízes culturais daquela cidade, mesmo sendo ele próprio de Sete Lagoas, mas sempre participando e prestigiando as nossas exposições. Por fim, a artista Denise Lelis, que evoca todos os santos por meio da sua paleta telúrica, indicando justamente o potencial folclórico dos mais diversos rincões, desde as cantigas de roda até o panteão da cultura afrodescendente como o candomblé e seus orixás, tudo em formato de estandarte.




Texto: Dmtrius Cotta, Curadoria. (Adaptado)

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