• Da Redação.

// Lideranças do setor cultural debatem futuro das artes pós-pandemia


Nos dias 15 e 16 de abril, o setor cultural se reúne no ciclo de debates “Amanhãs: Diálogos sobre o mercado cultural | O Futuro das Artes Pós-Pandemia”, realizado pela Pólobh, com apoio Cultural do Sesc em Minas. Serão realizados 4 painéis, com as participações de lideranças das esferas público e privada, de norte ao sul do País, com objetivo de desenvolver estratégias e diálogos entre os diversos agentes da cadeia produtiva da cultura em busca de reflexões sobre novos modos de fazer.


“Em 2020, mercado cultural se viu em um momento desafiador, que demandou uma transformação repentina na forma de fazer e de levar cultura ao público. Produtoras e artistas se uniram e se reinventaram nas dificuldades para manterem a cultura viva. Agora, após os aprendizados gerados em 2020 e abertos aos desafios que se renovam em 2021, percebemos ser a hora de clarear as nossas ideias à frente do mercado, dialogar sobre como vamos sobreviver no presente e como será o nosso futuro. Esse ‘movimento de reinvenção’, com certeza, foi uma oportunidade de aprendizado. Mas como vamos seguir daqui para frente?”, explica Marisa M. Coelho, diretora da Pólobh, que está no mercado desde 1993, sendo uma das produtoras culturais responsáveis por curadorias artísticas, consultorias e prestação de serviços operacionais na área da cultura em Minas Gerais.


O “Amanhãs: diálogos sobre o mercado cultural | O Futuro das Artes Pós-Pandemia” será on-line e com acesso gratuito a todos os interessados sobre o mercado artístico e cultural e suas inovações cotidianas. As inscrições e os acessos se darão por meio da plataforma Sympla. Acesse o formulário AQUI.


// Painés

A programação terá início no dia 15 de abril (5ª feira) com o painel “Amanhã 1 – A Era dos Festivais”, que irá propor uma reflexão sobre os festivais, eventos dedicados à reunião e difusão das artes pelo Brasil, e as mudanças inerentes para sua continuidade. “O objetivo é olhar para as perspectivas múltiplas e os novos formatos possíveis de desenvolvimento do fazer. Como reelaborar os festivais para dar a ver um futuro, no agora, para a produção artística?”, completa Marisa. Participam da mesa virtual Fernando Zugno (Diretor e Curador do Porto Alegre em Cena), representando as artes cênicas, Marah Costa (Diretora de Eventos da Belotur | Prefeitura Municipal de Belo Horizonte), representando os eventos públicos, Victor Magalhães (Gestor e Produtor Cultural - Coordenador Geral do Palco Hip Hop) representando a música, Steffen Dauelsberg (CEO Dellarte Solucões Culturais | Membro do Conselho Consultivo Instituto Dell'Arte), responsável por festivais e projetos de diferentes linguagens artísticas, e Lídia Mendes (Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte), representando a literatura.


Ainda no dia 15 acontecerá o painel “Amanhã 2 – Cultura e Economia”, dedicado a discutir o papel do mercado cultural no desenvolvimento e na recuperação econômica do país, no pós-pandemia. Além disso, pretende-se debater quais estratégias podem ser adotadas pelos profissionais da cultura, pelas instituições culturais e pelo poder público para superar as dificuldades do momento e recuperar a capacidade de produção do setor. Os convidados para o tema são Gabriel Portela (Secretário Municipal Adjunto de Cultura de Belo Horizonte), a jornalista Carolina Braga (Fundadora do portal Culturadoria), Tatiana Silva (Cofundadora e Diretora Executiva do projeto FA.VELA), Eduardo Saron (Dirigente do Itaú Cultural) e Karla Danitza Almeida (Coordenadora de Programação Cultural - MM Gerdau).


O segundo dia (16/04) começa com o painel “Amanhã 3 – Acesso: para quem?”, que irá tratar da luta pela quebra de barreiras para que todos, indistintamente, tenham acesso aos espaços de arte e para afirmar que museus e espaços culturais como ambientes vivos que precisam ser ocupados por pessoas em sua múltipla diversidade. Este painel se dedica a olhar para o agora e trazer reflexões sobre o verdadeiro papel social que estes espaços culturais têm ocupado em meio à pandemia de Covid-19. Será investigado o termo “acesso”. Ele se resume apenas aos cliques nas programações virtuais que eclodiram como solução no último ano ou está conectado às possibilidades de diálogos e iniciativas que perpassam pela democratização e garantia dos direitos culturais. Estão convidados Kátia Latufe (Diretora de Negócios da Sympla), Leonardo Moraes (Curador, etnomusicólogo e gestor do Grupo Negô Batista, de estudos e pesquisa, associado ao Laboratório de Etnomusicologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, no Programa de Pós-Graduação em Música), Antônio Grassi (Diretor Presidente do Inhotim), e Milena Pedrosa (Subsecretária de Turismo do Estado de Minas Gerais).


Encerra a programação, no dia 16, o painel “Amanhã 4 – Centros Culturais: Desafios e Ressignificações”, dedicado a refletir sobre os impactos da pandemia nestes espaços, as possíveis estratégias para se pensar em sustentabilidade, as novas formas de conexões com o público e as oportunidades que podem surgir em meio a essa grande mudança estrutural. Será discutido, por meio de alguns cases ou propostas, o futuro da programação dos espaços culturais e o relacionamento com os clientes e os stakeholders considerando as tendências para o setor.

Participam deste painel Eliane Parreiras (Presidente da Fundação Clóvis Salgado), Natasha Faria (Surpreendente do Centro Dragão do Mar), Aline Vila Real (Diretora de Promoção das Artes da Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte) e Ray Ribeiro (Gerente de Projetos da Rede Minas de Televisão e da Rádio Inconfidência).


“A proposta do ‘Amanhãs’ é criar um espaço de diálogo, de opiniões diversas e até contrárias, para que os debates sejam, de fato, uma contribuição para o setor, uma luz sobre as novas formas de fazer cultura a partir do ano de 2020. Por isso, selecionamos nomes com larga experiência no setor cultural e com diferentes vivências, para que novas ideias surjam, para contrapor tudo aquilo que sabíamos fazer até a pandemia”, diz Marisa M. Coelho.


Os debates do “Amanhãs: diálogos sobre o mercado cultural | O Futuro das Artes Pós-Pandemia” serão mediados por profissionais que compõem a equipe do projeto Sessão Dez4Meia, nova frente de atuação do Sesc Palladium, que abre passagem para reflexões e ações que conectam o profissional do futuro ao contexto da Economia Criativa. A iniciativa tem como proposta realizar uma série de atividades formativas com o intuito de fomentar o cenário da economia cultural criativa em Belo Horizonte e facilitar as interações entre os profissionais.


"Estimular e possibilitar o intercâmbio de conhecimento entre diversas áreas criativas é uma das frentes do Sessão Dez4Meia. E o 'Amanhãs' é uma oportunidade para repensar negócios e descobrir soluções para atuações conjuntas no universo da economia criativa”, comenta a gerente do Sesc Palladium, Priscilla D’Agostini.


// Mostra e Festivais

Atenta ao cenário e cumprindo o seu papel de promover o acesso à cultura, a Pólobh inicia a sua temporada 2021 de shows e espetáculos já dentro da nova realidade. A produtora irá reapresentar, no formato on-line, duas grandes produções que circularam pelo Brasil: Belle, da Cia. Deborah Colker, no dia 10 de abril (sábado) e Olé! É Sempre Tempo de Música, no dia 17 de abril (sábado), pelos Canais no Youtube do Sesc em Minas e da Pólobh (com recursos de libras e audiodescrição), sempre às 20h. E, no dia 24 de abril (sábado), às 19h30, Belle, da Cia. Deborah Colker, pela Rede Minas, em canal aberto para todos os municípios de Minas Gerais.


“Quando a pandemia surgiu, estávamos com a temporada 2020 de espetáculos e shows pronta, que precisou ser interrompida. Foi quando desenvolvemos o projeto de teatro on-line e conseguimos viabilizar oito espetáculos que foram assistidos por 10 milhões de pessoas pelo Youtube e pelo canal de uma Tv por assinatura! O ano de 2021 começou já impondo desafios para o setor cultural, como esperado. Mas a vivência anterior nos possibilitou enxergar as oportunidades em cima das dificuldades e nos anteciparmos. Vamos iniciar a temporada 2021 com a reprise on-line desses dois grandes trabalhos que foram produzidos pela Pólobh em anos anteriores, mas já estamos trabalhando também para que nosso projeto, da forma mais segura possível, com espetáculos inéditos, possa ser realizado em 2021. Não vamos deixar a cultura parar. Como produtores, essa missão é nossa”, conclui Marisa.


Segundo a gerente de Cultura do Sesc em Minas, Janaína Cunha, o Sesc dará continuidade em 2021 aos projetos que valorizam e mantém a cultura ativa, reforçando a importância do encontro e das relações humanas, mesmo de dentro de casa. “A pandemia afetou fortemente o setor cultural e por isso seguimos repensando novas formas de produzir arte e cultura, que envolvam o público e assegurem o papel essencial da arte na sociedade, no desenvolvimento humano e no bem-estar das pessoas”, diz Janaína.


// Serviço

CICLO DE DEBATES

“Amanhãs: Diálogos sobre o mercado cultural | O Futuro das Artes Pós-Pandemia” Inscrições gratuitas: www.sympla.com.br




Fonte: Secult.

Imagem: reprodução.

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