• Da Redação.

// Filarmônica de Minas Gerais dá início a série “Fora de Série”


A Filarmônica de Minas Gerais dá início à série Fora de Série que, em 2021, irá contar a história da evolução das orquestras ao longo de quatro séculos. O primeiro concerto será no dia 13 de março, às 18h, na Sala Minas Gerais, com destaque para a Orquestra Barroca, e terá transmissão ao vivo aberta a todo o público pelo canal da Filarmônica no YouTube, sem a presença de público no espaço, até que haja autorização das autoridades sanitárias para a reabertura da Sala Minas Gerais.


No programa do concerto, a Sinfonia nº 3 em Sol maior, RV 149, de Vivaldi; Música Aquática: Suíte nº 1 em Fá maior, HWV 348, de Haendel; a Suíte nº 3 em Ré maior, BWV 1068, de Bach, e o Concerto para oboé em ré menor, de A. Marcello, que será interpretado pelo Principal Oboé da Orquestra, Alexandre Barros. A regência é do maestro Fabio Mechetti, Diretor Artístico e Regente Titular da Filarmônica de Minas Gerais.


Na Temporada 2021, a série Fora de Série contará a história do desenvolvimento das orquestras ao longo do tempo, em 9 concertos que abordarão: Orquestra barroca, Orquestra pré-clássica, Orquestra clássica, Orquestra romântica I, II e III, Orquestra Moderna I e II e a Orquestra contemporânea.


Segundo o presidente do Instituto Cultural Filarmônica, Diomar Silveira, “desde o ano passado, a Filarmônica vem transmitindo concertos ao vivo, direto da Sala Minas Gerais, para que um número cada vez maior de pessoas tenha acesso à música de concerto. Queremos continuar levando a boa música ao público, em suas casas, principalmente, neste momento difícil do agravamento da pandemia”.


Este projeto é apresentado pelo Ministério do Turismo, Governo de Minas Gerais, Aliança Energia e Cemig, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Realização: Instituto Cultural Filarmônica, Secretaria Estadual de Cultura e Turismo de MG, Governo do Estado de Minas Gerais, Secretaria Especial da Cultura, Ministério do Turismo e Governo Federal.

// Repertório

Antonio Vivaldi (Veneza, Itália, 1678 - Viena, Áustria, 1741) e a Sinfonia nº 3 em Sol maior, RV 149 (1740)


Em 21 de março de 1740, a escola veneziana Ospedale della Pietà organizou um luxuoso concerto em homenagem ao príncipe Frederico Cristiano, filho do Eleitor da Saxônia e Rei da Polônia. Quatro obras instrumentais de Antonio Vivaldi foram apresentadas na ocasião. Vivaldi dirigiu a execução de três concertos, RV 540, 552 e 558, e uma sinfonia, a RV 149. Cópias de todas as partituras foram encadernadas com uma dedicatória e entregues ao príncipe como um presente. Apropriada a uma ocasião festiva, a Sinfonia nº 3 em Sol maior, RV 149 é chamada de “o coro das musas” por ter sido apresentada antes de uma cantata de mesmo título do compositor napolitano Gennaro D’Alessandro, maestro di capella de Pietá.


Georg Friedrich Haendel (Halle, Alemanha, 1685 – Londres, Inglaterra, 1759) e a Música Aquática: Suíte nº 1 em Fá maior, HWV 348 (1717)


Três suítes compõem o conjunto denominado Música Aquática, respectivamente nas tonalidades de Fá maior, Ré maior e Sol maior. Sua história é frequentemente associada à reconciliação entre Haendel e seu antigo patrão, o príncipe de Hanover. A lenda conta que em 1712, o compositor viajou a Londres com autorização do patrão para permanecer por um curto período. No entanto, Haendel prolongou a viagem por muito mais tempo do que a licença permitia; quando, em 1714, o então príncipe foi coroado Rei George, o compositor não se atreveu a pôr os pés na corte novamente. A reconciliação teria se dado após a composição da Música Aquática. Haendel escreveu o conjunto para acompanhar uma excursão fluvial que o rei faria sobre o Tâmisa na quarta-feira, 17 de julho de 1717. Em uma barcaça que seguiu a festa, Haendel reuniu um grupo de músicos para tocar as três suítes. Encantado com a música, o rei teria perguntado quem a tinha escrito, o que permitiu que o monarca o perdoasse. Mais extensa, mais alegre e popular das três, a Suíte nº 1 é para dois oboés, fagote, duas trompas, cordas e contínuo.


Alessandro Marcello (Veneza, Itália, 1669 – 1747) e o Concerto para oboé em ré menor (1717)


Filho de um senador veneziano, Alessandro Marcello publicou poesia e envolveu-se com todas as artes. Sua música foi publicada sob um pseudônimo usado por ele na Academia Arcadiana de Veneza, o que dificultou que pessoas de fora da Academia reconhecessem seus trabalhos. Sua obra mais famosa, o admirável Concerto para oboé em ré menor foi impressa em 1717 em Amsterdã sob esse pseudônimo, parte de uma coletânea de diferentes compositores. Antes de ser restituída a seu verdadeiro autor, a obra foi erroneamente atribuída a Vivaldi e ao irmão de Alessandro, Benedetto Marcello. O trabalho impressionou Bach, que o converteu em um solo para o cravo (BWV 984).


Johann Sebastian Bach (Eisenach, Alemanha, 1685 – Leipzig, Alemanha, 1750) e a Suíte nº 3 em Ré maior, BWV 1068 (1729/1731)


Chamadas pelo compositor de aberturas, as quatro suítes de Bach remontam aos dois períodos em que esteve à frente do Collegium Musicum (de 1729 a 1737 e, depois, a partir de 1739). Pela ausência de um documento contendo todas as quatro obras, é pouco provável que Bach as tenha considerado um grupo. Criada para três trompetes, tímpanos, dois oboés, cordas e contínuo, a Suíte nº 3 em Ré maior, BWV 1068 faz parte das composições criadas para o conjunto de músicos semiprofissionais do Collegium Musicum (conhecidos por “Bachisches”). Sua popularidade se deve a uma versão do segundo movimento, arranjada pelo violinista alemão August Wilhelmj. Apenas para cordas e contínuo, a Ária é um dos movimentos mais conhecidos em toda a obra de Bach e sugere, a todo o momento, o poder visionário do mestre da música. Em seguida, o retorno ao universo da dança – característica marcante deste conjunto de suítes – é recebido com Gavotte, Bourée e a Gigue.


// Programa

Série Fora de Série

A orquestra barroca

13 de março – 18h

Sala Minas Gerais



Fonte: Secult.

Imagem: Divulgação.

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