• Da Redação

Museu Casa Guimarães Rosa realiza live com o ator Gilson de Barros



O Museu Casa Guimarães Rosa realiza, na quinta-feira (27/5), às 20h, através do seu Instagram (@museuguimaraesrosa), uma nova edição do “Museu Convida”, programa de palestras que traz sempre discussões acerca do universo literário do escritor mineiro João Guimarães Rosa. Nessa edição, Ronaldo Alves, coordenador do Museu Casa Guimarães Rosa, irá mediar a conversa com o ator e diretor teatral Gilson de Barros. A conversa terá como tema o processo de criação da peça teatral “Riobaldo”, estrelada por Gilson de Barros, que abordará, ainda, sua trajetória profissional.


Gilson de Barros possui Bacharelado em Artes Cênicas pela UNIRIO. Participou de mais de 20 peças, com destaque para: "Bolo de Carne", de Pedro Emanuel; "Murro em Ponta de Faca", com direção de Augusto Boal; "Ópera Turandot", com direção de Amir Haddad; "Os Melhores Anos de Nossas Vidas", com direção de Domingos de Oliveira; "Da Lapinha ao Pastoril", com direção de Luís Mendonça. Em 1980, recebeu o prêmio de Melhor Ator do Festival de Teatro – SATED/RJ.


Como gestor, foi um dos criadores do projeto de Lonas Culturais, que visa horizontalizar o acesso à cultura nos subúrbios do Rio de Janeiro. Atualmente é gestor do Centro Cultural Municipal Parque das Ruínas, em Santa Teresa, RJ. Além de trabalhar no Circo Voador e Fundição Progresso. Dirigiu 18 espetáculos, entre eles, “Assédio Moral – Uma Comédia", e “Nossa Senhora Aparecida – O Musical”.


// Peça Teatral “Riobaldo”

A peça teatral “Riobaldo” é um monólogo adaptado e encenado por Gilson de Barros a partir do livro “Grande Sertão: Veredas”, de Guimarães Rosa. A direção é feita pelo premiado diretor Amir Haddad. Sua estreia ocorreu no dia 07 de março de 2020, porém, na semana seguinte veio o fechamento dos teatros em decorrência da Pandemia do Covid-19. Desde então, a peça tem sido apresentada de forma virtual, até que os teatros retornem à normalidade.


O monólogo aborda as relações passadas do ex-jagunço Riobaldo, hoje um próspero fazendeiro, com Diadorim, Nhorinhá e Otacília, chamando atenção e reconhecendo a importância dessas mulheres em sua travessia. O grande amor/paixão por Diadorim lhe apresentou a vida de jagunço e abriu as portas do conhecimento da natureza e do humano, para o bem ou para o mal, inclusive, levando-o ao pacto fáustico. O amor físico/carnal, sem julgamentos e respeitoso por Nhorinhá. O amor divino/purificador por Otacília, a esposa, que o resgatou do pacto fáustico, e o converteu em “homem de bem”, vivendo para a paz, a devoção e o amor. Ao rememorar, o protagonista procura respostas – “eu quase que de nada não sei. Mas, desconfio de muita coisa”–, para questões universais. O diabo existe? Eis a principal pergunta desse homem. Que conclui: “viver é muito perigoso”.


A partir da saga do jagunço Riobaldo, a peça aborda questões existenciais, como: a religiosidade, a relação do homem com Deus... e com o Diabo, o real e o misterioso, a sexualidade, a masculinidade e o amor, em suas mais diversas e complicadas formas. Estas questões extrapolam o sertão, vão além da vida de jagunço, são conflitos universais que atingem a todos. O monólogo, através do recorte feito de “Grande Sertão: Veredas” traz luz ao papel das mulheres na vida e nos caminhos percorridos por este sertanejo, proporcionando profundas reflexões sobre a VIDA e sobre a TRAVESSIA de todos os seres humanos.


// Museu Casa Guimarães Rosa


Inaugurado em 1974, o Museu Casa Guimarães Rosa está localizado na cidade de Cordisburgo/ MG, sendo uma instituição dedicada à preservação da memória biográfica e literária de um dos maiores escritores da literatura nacional. Os documentos, fotografias e objetos do acervo do Museu refletem aspectos da vida pessoal de Guimarães Rosa, além de sua atuação profissional como médico, escritor e funcionário do Ministério das Relações Exteriores.


O Museu Casa Guimarães Rosa está instalado na casa onde Guimarães Rosa nasceu e viveu os primeiros anos de sua infância (1908 – 1917). O edifício é composto pela residência onde a família Guimarães Rosa habitava e pela venda mantida pelo pai do escritor, “seu” Florduardo, ou simplesmente “seu Fulô”.


No Museu, o visitante tem a oportunidade de conhecer o universo mágico do sertão mineiro, onde Guimarães Rosa nasceu e se formou. Da infância na “Venda do Seu Fulô”, onde ouvia as histórias fantásticas dos vaqueiros e fregueses de seu pai, à atuação como Cônsul no Rio de Janeiro, Hamburgo, Bogotá e Paris, a vida do escritor está retratada no acervo, nas exposições e nas ações que o Museu desenvolve.


Atualmente, o Museu Casa Guimarães Rosa exibe a exposição de longa duração Rosa dos Tempos, Rosa dos Ventos, que proporciona uma imersão nos espaços residenciais da Família Guimarães Rosa e na literatura de seu membro mais ilustre. O universo rosiano e sertanejo se mesclam oferecendo ao público uma mostra da genialidade de Guimarães Rosa como escritor, médico, cônsul, pai, filho, marido e membro da Academia Brasileira de Letras.


// Serviço


Live “Museu Guimarães Rosa Convida” Gilson de Barros Tema: O processo de criação da peça “Riobaldo” e a trajetória profissional de Gilson de Barros Data: 27 de maio de 2021 (quinta-feira) Horário: 20h Local: Instagram do Museu Casa Guimarães Rosa


















Fonte: Secult.

Imagem: Divulgação.