• Da Redação

“Colônia”: série reconstrói tragédia humana no manicômio de Barbacena


Baseada no livro “Holocausto Brasileiro”, de Daniela Arbex, produção está disponível nos serviços de streaming dos Canais Globo e na Globoplay.


Lançada no Canal Brasil e na Globoplay no dia 25 de junho, a série Colônia é livremente inspirada no livro “Holocausto Brasileiro”, de Daniela Arbex. Em dez episódios filmadas em preto e branco, a produção comandada pelo diretor André Ristum narra as situações de sofrimento físico e mental as quais milhares de pessoas foram submetidas nas alas de um hospital psiquiátrico na cidade de Barbacena, em Minas Gerais, durante os anos 1970. Colônia está disponível nos serviços de streaming dos Canais Globo e na Globoplay.


Baseada em fatos reais, mas com personagens fictícios, a série recria as instalações do hospício Colônia que, ao longo de seus quase 100 anos de existência, vitimou aproximadamente 60 mil pessoas com práticas de maus tratos, eletrochoque, tortura e abandono.


Os internos eram levados ao local sem nenhum diagnóstico prévio, mas sob a alegação que haviam ficado loucos. No entanto, historiadores já comprovaram que 70% deles não sofriam de qualquer doença mental. Nesse grupo estavam, na verdade, personalidades consideradas como incômodas na sociedade da época. Homossexuais, prostitutas e mulheres grávidas eram algumas das figuras que faziam parte desse grupo.


Na primeira parte da série conhecemos Elisa (Fernanda Marques), uma garota de 20 anos que é enviada pelo pai ao Colônia depois de engravidar do namorado, que não era um homem de interesse familiar. A menina, então, é conduzida à força em um trem de carga com destino ao manicômio.


Mas, ao chegar no lugar, Elisa descobrirá que assim como ela, nenhum dos outros pacientes internados no manicômio sofriam de alguma doença mental. E aí a história se torna ainda mais dolorosa e angustiante.





Por Yasmin Lisboa.

Reprodução Estante Virtual

Imagem: Divulgação.