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Capoeira de Sete Lagoas é reconhecida como patrimônio cultural imaterial

  • Foto do escritor: Da Redação
    Da Redação
  • 24 de jul. de 2025
  • 2 min de leitura

Movimento Grande Roda ganha status de

relevante interesse cultural em nova lei municipal

Movimento Grande Roda. Foto: Átila Kassius
Movimento Grande Roda. Foto: Átila Kassius

Mais um marco importante para a cultura de Sete Lagoas foi celebrado neste mês de julho: o Movimento Grande Roda, iniciativa emblemática da capoeira na cidade, foi oficialmente reconhecido como de relevante interesse para o patrimônio cultural imaterial do município.


A conquista, que reforça a importância da capoeira como manifestação cultural, educativa e comunitária, foi formalizada pela Lei nº 10.269, de 16 de julho de 2025, sancionada pelo prefeito Jeferson Douglas Soares Estanislau. O projeto de lei é de autoria do vereador Gilson Liboreiro, que recebeu agradecimentos públicos dos organizadores da iniciativa.


O reconhecimento abrange não apenas a prática da capoeira, mas todo o conjunto de expressões que compõem o Movimento Grande Roda: saberes, técnicas, músicas, danças, trajes típicos e os próprios espaços de socialização e celebração da cultura afro-brasileira. A partir de agora, o Movimento poderá ser protegido por registros oficiais e outras ações de salvaguarda, a critério do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural.


Para o Mestre Paulinho Godoy, um dos principais responsáveis pela articulação do movimento, o reconhecimento é mais do que simbólico: "Trata-se de um passo fundamental para preservar nossa história, valorizar os mestres e mestras da capoeira local e manter viva uma tradição que educa, forma e transforma vidas", afirma. Em nota, ele e sua equipe agradeceram ao vereador Gilson Liboreiro "pela sensibilidade, compromisso e apoio constante à causa".


A capoeira em Sete Lagoas tem raízes profundas, conectando diferentes gerações e territórios da cidade. O Movimento Grande Roda é expressão desse legado, reunindo rodas, oficinas, ações sociais e encontros que promovem não apenas o jogo e a música, mas também valores de respeito, resistência e identidade.


Com essa nova legislação, Sete Lagoas dá mais um passo no fortalecimento de sua política de proteção ao patrimônio cultural, demonstrando que cultura viva também merece reconhecimento formal.



Fonte: Movimento Grande Roda

Imagem: Acervo

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